Afinal mais prêmios = maiores vendas?

Escrito por Luiza Piffero on 22/07/2010 – 18:36 -

Apesar da enorme popularidade, os premiados comerciais da marca Old Spice não fizeram nada pelas vendas de seus produtos. Pelo contrário, enquanto a internet se apaixonava pelo ator Isaiah Mustafa, as vendas declinaram 7% de acordo com o serviço de notícias WARC. A notícia chega ao mercado junto com uma nova pesquisa do Institute of Practitioners in Advertising (IPA) que divulga: anúncios que ganham prêmios são 11 vezes mais eficientes.

O sucesso do comercial não aumentou as vendas do Old Spice

O sucesso do comercial não aumentou as vendas do Old Spice

O IPA, uma organização que representa agências de publicidade, analisou 231 estudos de caso dos últimos oito anos, entre campanhas de marcas como Budweiser, Cadbury, Honda, Audi e Volkswagen. Cada uma foi avaliada em critérios como o crescimento da fatia de mercado, vendas, lucros, retorno do investimento e apelo emocional. Segundo os pesquisadores, o estudo prova que existe uma relação entre a criatividade do anúncio e a eficiência do mesmo.

No entanto, há variantes que podem entrar no meio da conta “mais prêmios = mais vendas”. Tem se dito que a campanha do Old Spice, por exemplo, tenha sido vítima de um mal específico: o slogan da campanha (“Smell Like a Man, Man”) e a frase de abertura dos comerciais (“Hello Ladies”) enviam mensagens contraditórias. Afinal quem de fato deve ir à loja e comprar o produto?

Uma coisa é certa, seria uma pena se a marca Old Spice deixasse a criatividade de lado, como fizeram no passado:

Se bem que esse comercial dos anos 70 também é um tanto engraçado.


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Um novo veículo para os logos

Escrito por Luiza Piffero on 04/06/2010 – 14:56 -

Em vista da queda de vendas com produtos licenciados, a NBA se lançou em uma busca por veículos inusitados para divulgar a marca. A associação não precisou procurar além da sala de estar dos fãs do basquete, afinal quem não pede uma pizza antes de assistir um jogo? É por isso que, em breve, os norte-americanos vão poder ornar o alimento com o logo do seu time favorito mediante U$ 5 extras.

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O estranho são os ingredientes do tal logo: açúcar, amido e corante. Cerca de 1200 estabelecimentos fecharam um acordo com a NBA para acrescentar os logos ao seu menu. As opções de 30 times ficarão disponíveis a partir da próxima temporada de jogos, no segundo semestre do ano. E não vai dar para resistir ao trocadilho: massa, né?

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Vendendo Lixo ou A Importância da Embalagem

Escrito por Luiza Piffero on 26/05/2010 – 20:13 -

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Tudo que você precisa para vender é uma embalagem atraente? Esta é a causa defendida pelo designer Justin Gignac e para convencer todo mundo disso ele criou embalagens transparentes em formato de cubo colocando dentro delas algo que ninguém quer comprar: lixo. A ideia surgiu há quase 10 anos quando ele entrou em uma discussão com os colegas acerca da importância da aparência exterior dos produtos. Pode-se dizer que ele ganhou, pois hoje ele vende lixo.

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“Percorro as ruas de Nova Iorque para apanhar coisas do chão. Depois de encher sacos com bilhetes do metrô, da Broadway e tudo aquilo que possa caber, começo a colocar tudo nos cubos. Cada caixa é única e nenhuma cheira mal ou deixa verter alguma coisa. Estão assinados, numerados e datados, tornando-se uma peça perfeita para quem quer uma recordação de Nova Iorque”, comenta o designer em entrevista para o site Obvious. E engana-se quem pensa que os artigos são baratos. Inicialmente os cubos com lixo saíam por 10 dólares, mas a procura foi tanta que atualmente já custam R$50. Gignac já vendeu mais de 1200 peças e de tempos em tempos lança edições especiais, com lixo produzido em ocasiões especiais como a passagem de ano na Times Square, os jogos dos Yankees ou a Convenção Nacional do Partido Republicano. É de fazer inveja a qualquer mendigo…

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Acesse o Flickr do designer para ver mais “produtos”.

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Artista lança olhar pessoal sobre o consumismo

Escrito por Luiza Piffero on 20/04/2010 – 20:43 -

A artista plástica Kate Bingaman-Burt lançou um livro intrigante: “Obsessive Consumption: What Did You Buy Today?” Durante três anos, ela documentou as suas compras diárias, primeiro com fotografias e depois com desenhos. As imagens representam desde compras cotidianas (doces, remédios) até as mais especiais como alianças de casamento ou bichos de estimação. Dessa maneira, a artista prolonga aquela transitória satisfação que se tem depois de uma compra. Ela documenta padrões de gastos e, acima de tudo, propõe uma reflexão sobre os diferentes aspectos do consumismo, como a culpa, a alegria, a celebração, a repetição, etc. “Eu adoro documentar o mundano e, em troca, imprimir uma faceta pessoal no que é produzido em massa”, comenta ela.

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As redes sociais são dos pequenos

Escrito por Luiza Piffero on 06/04/2010 – 20:44 -

Quem mais se aventura pelas redes sociais são as empresas de pequeno porte. É isso que revela uma pesquisa realizada pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo). O levantamento abrange apenas São Paulo, onde cerca de 17% das empresas tem cadastro nas redes mais populares como Orkut, Twitter e Facebook. Um quarto destas é composto por pequenas empresas e elas estão ainda mais presentes, pois além de fortalecer o relacionamento com o cliente, elas buscam novos clientes e informações de mercado.

Outro dado interessante é o fato de que, mesmo sem estar presente em algumas redes sociais, metade das empresas monitoram o que os usuários dizem sobre elas na rede. Quem faz este acompanhamento é, na maioria das vezes, um profissional de marketing, de outra  equipe ou o proprietário. Mesmo assim, 68% das empresas não respondem comentários feitos sobre elas em redes sociais.

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Em abril tem Pixel Show em POA

Escrito por Luiza Piffero on 31/03/2010 – 19:16 -

Vem aí um evento que celebra o que a Escola de Criação valoriza todos os dias: a criatividade. Em 10 e 11 de abril, pela primeira vez, o Pixel Show acontece em Porto Alegre. Trata-se de uma conferência de design acompanhada de feira com foco em design e tecnologia. A organização tá na mão da revista Zupi, que já realiza o evento desde 2005 em São Paulo. É o maior evento brasileiro do gênero e a sua programação está recheada de atrações para quem gosta de  street art, quadrinhos, 3d, design de games, design de som, etc.

O Pixel Show trará artistas nacionais e estrangeiros para ciclos de palestras e mesas redondas. É preciso se inscrever para poder conferir elas. O público externo vai curtir atividades paralelas como a Feira de Arte, Design e Tecnologia, exposições, performances especiais, paineis de interatividade e mostras de clips e motions. São oito palestrantes: o colombiano Jorge Restrepo (Design Gráfico),o argentino Pulpo (Design de Games) e os brasileiros Rafael Grampá (HQ), Combustion (Sound Design), Santa (Motion), Abduzeedo (Design), Diego Maia (Concept Art e 3D) e Catarina Gushiken (Ilustração e Moda). Clique no cartaz abaixo para acessar o site e se inscrever.

Acesse o site


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A banca de jornal do futuro

Escrito por Luiza Piffero on 22/03/2010 – 18:26 -

O que muda com a chegada do Kindle, da Amazon, e do iPad, da Apple? A Cynergy, empresa norte-americana de desenvolvimento de design e interface, considerou o impacto desses leitores eletrônicos nas bancas de jornais e criou um protótipo de máquina que vende revistas de maneira incrivelmente ágil e prática. O vídeo abaixo (em inglês, sem legendas) mostra um computador que consiste em uma mesa com uma superfície sensível ao toque. Para comprar o conteúdo de uma revista inteira tudo que o cliente precisa fazer é depositar o seu próprio leitor eletrônico sobre o computador. Veja:

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O fenômeno iPhone

Escrito por Luiza Piffero on 19/03/2010 – 18:11 -

É, o mundo não pára de aprender com a Apple. O iPhone se tornou não apenas um hit, mas o celular mais bem-sucedido da história. Por isso, vale dar uma olhada no infográfico que a Revista Arkade preparou e ficar de olho no fenômeno. Afinal quantos eletrônicos são de fato “acariciados” por seus donos?

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Professores da Escola comentam a importância do Super Bowl

Escrito por Luiza Piffero on 08/02/2010 – 19:02 -

Convidamos dois professores da Escola de Criação para darem o seu ponto de vista sobre a importância do Super Bowl e proporem algumas reflexões. Se você não está por dentro do assunto, antes de continuar, leia o último post.

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Com a palavra, o diretor de Criação da Paim e professor do Curso de Criação, Fábio Bernardi:

“O que eu acho interessante é que o custo do intervalo não equivale ao tamanho do público. Existe um valor numérico, que corresponde à audiência, mas o anunciante paga mais que tudo pela mística de estar no intervalo do Super Bowl. É por isso que o preço vai para a estratosfera”.

“É uma demonstração clara da força que a comunicação tem pra alavancar um evento. Há muito tempo se falava que os comerciais iam deixar de ser tão caros, que a TV ia perder força. Não é o que aconteceu e o Super Bowl está aí para provar isso. Os comerciais continuam sendo produzidos especialmente para os seus intervalos. Então, eu acredito que os meios vão coexistir. Há poucos anos a repercussão do comercial ficava restrita à TV, hoje em dia o YouTube faz com que ele ganhe mais audiência, que seja comentado. E confirma a tese de que, por mais que o conteúdo esteja disponibilizado na internet mais tarde, os grandes eventos da TV daqui para frente serão ao vivo”.

Neste ano, a opinião média é de que os comerciais deixaram muito a desejar. Na agência DCS, onde o professor Eduardo Boldrini é redator, os emails já estavam lotados de links para os comerciais. Ele também deu seu ponto de vista:

“É o único caso do mundo onde as pessoas assistem o evento na televisão aberta e também têm interesse em assistir as propagandas.”

“Ter a oportunidade de criar um comercial para o Super Bowl é ter uma ideia e colocá-la no minuto mais caro do mundo. É muito mais importante para a publicidade norte-americana, mas por aqui a gente tem que  assistir porque normalmente são comerciais feitos por grandes criativos consagrados no mundo que trabalham à exaustão pra ter um filme diferente e criativo o suficiente para chamar a atenção dos milhões de espectadores.”

Leia mais sobre o Curso de Criação aqui.


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A batalha de comerciais do Super Bowl

Escrito por Luiza Piffero on 08/02/2010 – 17:41 -

A noite de ontem foi apenas mais uma no Brasil, mas nos Estados Unidos 100 milhões de pessoas sintonizaram a televisão no Super Bowl, a final da Liga Nacional de Futebol norte-americano (NFL). Esse volume de público leva o preço dos espaços publicitários a valores estratosféricos e, como os comerciais não são transmitidos por aqui, a solução é recorrer ao YouTube.

O jornal The New York Times chamou a atenção para o fato de que a nostalgia predominou entre os comerciais.  “Afinal, a melhor maneira de apelar para uma massa de 100 milhões de americanos é preenchendo espaços com homenagens ao passado ao lado de música grudenta, estrelas, efeitos especiais, bebês falantes e animais meigos”, criticou o colunista Stuart Elliott. O especialista prospecta que será necessário uma recuperação econômica para que os anunciantes do Super Bowl se tornem mais ousados.

O tom misógino também marcou vários anúncios como “Man’s last stand” para o carro Dodge (Chrysler) e deu vazão à manifestações de mulheres ofendidas na internet.

A maior polêmica ficou à cargo da organização “Focus on the Family”, que mandou uma mensagem contra o aborto de maneira discretíssima, sem sequer mencionar o termo.

No mar de comerciais de cervejas e carros, o vídeo do Google que fez sua estreia nos intervalos do Super Bowl destacou-se pela delicadeza, embora já estivesse circulando na internet há alguns meses. “Francamente,eu já estou cansado de ver o Google acertando em todas”, comentou o colunista ranzinza da Slate, Seth Stevenson, que elegeu a peça como a melhor da noite:

Informações de Mediadecoder , NYT, Gawker, Slate


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