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A engenharia reversa da criatividade
Escrito por Luiza Piffero on 19/10/2009 – 19:11 -O papel do manipulador de imagens é agregar valor ao trabalho, não somente executar o que lhe pedem. Esse foi um dos tópicos que os professores Maurício Oliveira e Diego Cunha abordaram na aula inaugural do curso Desvendando Anúncios. Os dois publicitários dissecaram uma série de anúncios na intenção de ilustrar bem o tema da manipulação de imagens. “A gente chama de engenharia reversa de peças criativas, fazemos o passo-a-passo de como elas foram feitas”, esclarece Maurício.
Os cursos especializados em manipulação de imagens são muito recentes. Portanto os profissionais que estão há anos no mercado como Maurício e Diego trilharam o caminho mais difícil: são autodidatas. “O objetivo do curso é mostrar para os alunos tudo o que a gente aprendeu no erro e no acerto”, conta Diego, reforçando que as publicações não são suficientes para o ensino, pois excluem o uso criativo das ferramentas de manipulação.
Para quem tem interesse no assunto, mas perdeu a aula de sábado, aí vão dois “atalhos” que os professores indicam:
Diego: “O importante é saber que o bom manipulador de imagens não está preso à ferramenta, ele consome arte para depois executar bem as ideias.”
Maurício: “O profissional deve sempre se fazer a pergunta: será que se o anúncio tivesse sido feito de outra forma, de repente fotografando um objeto em vez de criá-lo em 3D, o trabalho não teria ficado mais real?”
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Quem faz melhor ganha prêmios
Escrito por Luiza Piffero on 16/10/2009 – 20:35 -Para mostrar que o conceito “fazer melhor” não fica só na promessa, a ESPM fez uma promoção entre os alunos que participaram do curso Manipulação de Imagem – Photoshop Básico. O melhor aluno de cada semana ganhou um prêmio que, à medida que o curso se aproximou do fim, ficou mais suculento.
O professor Diego Cunha trouxe para sala de aula cases que mostram bem como é o dia-a-dia no mercado de trabalho. “O curso foi muito legal, a gente trabalhou com cases atuais, que estão nas ruas agora”, comentou o aluno Antonio Vicente da Fontoura. Ele acabou lucrando a assinatura das revistas Photoshop Pro e Desktop por se destacar no curso. Antes dele a aluna Micaela Ferreira já tinha levado um almoço de graça, mas quem se deu bem mesmo foi o Miguel Guimarães. O criativo, aluno do oitavo semestre do Design, entregou o melhor trabalho da última semana e ganhou 50% de desconto para o curso Desvendando Anúncios – manipulação de imagem e estilo na direção de arte. “Deu para aprender bastante, o curso tava super focado no mercado”, lembra o Miguel.
Os dois alunos já se inscreveram no curso Desvendando Anúncios, com os professores Diego Cunha e Maurício Oliveira, onde eles vão poder desenvolver ainda mais as habilidades com o programa. Confira abaixo as imagens originais e os trabalhos de manipulação que os alunos realizaram a partir delas:
Tags: Desvendando anúncios: manipulação de imagem e estilo na direção de arte, Diego Cunha, fazer melhor, Manipulação de Imagens - Photoshop Básico, maurício oliveira, Miguel Guimarães, prêmio, Vicente Fontoura
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A nova camisola do S.L. Benfica
Escrito por Luiza Piffero on 24/09/2009 – 19:21 -Um grupo de alunos do curso de Criação vem ao blog mostrar o trabalho feito em cima de um briefing vindo direto de Portugal. “Durante as aulas de Redação II e Direção de Arte II os professores Eduardo Boldrini, Maurício Oliveira e Saulo Barbosa sempre buscaram trazer briefings que nos proporcionassem explorar ao máximo a nossa criatividade, criando conceitos de campanha e não meros anúncios”, conta o criativo Bruno Cirolini.
Foi em uma destas aulas que eles foram pautados por Matias Almeida, redator que trabalhou no lançamento da nova “camisola” da Adidas para o time S.L. Benfica. “Basicamente, o desafio era realizar a apresentação da nova “camisola” do Benfica de uma forma criativa, e não aquelas chatas coletivas de imprensa”, conta Bruno. Maurício Oliveira, que além de ensinar na ESPM também é supervisor de criação da DCS, comenta o resultado: “Eles conseguiram transformar o briefing difícil em uma ideia clara e muito adequada. Foram melhor do que esperávamos”.
Briefing: Criação de um evento para os jornalistas de lançamento da nova ‘camisola’ do S.L. Benfica de uma forma criativa.
Police: Ser em um local diferente de uma sala de imprensa.
Solução: A ideia foi convocar os jornalistas para uma partida comemorativa com os jogadores profissionais do S.L.Benfica utilizando o novo uniforme Adidas. Como convite, seriam enviados kits de imprensa com mini-bola, um livro sobre a evolução das “camisolas” benfiquistas e uma convocação em forma de camiseta com um texto do técnico do Benfica. A partida seria transmitida ao vivo na Internet e também minuto-a-minuto pelo twitter.
Criação: Bruno Ilha Cirolini, Tiago Trindade, João Henrique Antunes da Rosa Lima, Camila Rambo e Mauricio Maia.
Direção de arte: Bruno Ilha Cirolini e Tiago Trindade
Redação: Bruno Ilha Cirolini
Tags: briefing, bruno cirolini, camiseta, camisola, Criativos, eduardo boldrini, jogo, maurício oliveira, redação II e direção de arte II, s. l. benfica, saulo barbosa, trabalho
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Maurício Oliveira: “é preciso desligar para ligar”
Escrito por Rafael Terra on 14/08/2009 – 13:07 -
Supervisor de criação da DCS, Maurício Oliveira, 31 anos, acredita que “é preciso desligar para ligar”. E é assim que vem produzindo trabalhos na agência para clientes como Coca-Cola, Dijean e Tramontina. É isto também que os interessados poderão aprender no novo curso da Escola de Criação, Desvendando Anúncios, em que será um dos professores.
Lembra a primeira vez em que teve contato com o “ato de criar”?
Não. Acho que desde criança já criamos analogias, metáforas e linguagens. Todos fazem isto. Pelo menos as crianças sadias. Talvez minha primeira experiência tenha sido inventar estrofes de música quando eu não sabia como era a letra original. Putz. Isso soou ridículo. Como profissional deve ter sido há uns nove anos.
Neste intervalo de tempo, o que mudou no seu processo criativo?
Não sei. Meu processo é extremamente empírico ainda que regrado. Tenho alguns ‘fios condutores’ que estão presentes em qualquer projeto que chega até mim, mas invariavelmente provoco muitas mudanças no meio do processo. Hoje estou dedicando um tempo do meu dia para o estudo de formatos de processo criativo, como: pensamento lateral e mapas mentais. Mas na realidade não me foco muito num ou noutro jeito de criar. Tento me fixar mais no que está acontecendo no mundo de quem estou tentando me comunicar. Daí parto para tentar achar soluções pouco usuais. Nada diferente do que todo profissional de criação pensa.
Como é a tua rotina?
É de muito tempo dedicado a pensar nos projetos e em engajar grupos em torno de uma ideia. Isto demanda muita energia. Atualmente, até mais do que dar cara às ideias.
Da onde veio, para onde quer ir?
O resumo é o seguinte: tentei ser jogador de futebol, mas rapidinho viram que eu era uma enganação. Era limitado demais! Na propaganda, tenho mais chances para aprender com os erros. Essa profissão permite errar mais.
E a relação com as coisas e pessoas ao seu redor?
Geralmente gosto de estar perto de quatro tipos de pessoas. São elas:
- Automotivados: Profissionais que não precisem estar sempre sendo cutucados para render o que se espera. Pessoas que tenham uma motivação intrínseca genuína;
- Empreendedores: De qualquer nível. Pessoas que não se intimidem com o ‘não’. Que criem coisas.
- Ambiciosos: Gosto de quem é romântico o bastante para acreditar que pode fazer as coisas. E fazê-las diferentes;
- Solucionadores: Aquelas que sempre enxergam a via das soluções ao invés da via dos problemas.
Existe aquele papo de vida pessoal e vida profissional. É possível esta separação para quem trabalha com criação?
Olha, acho que tem gente que consegue separar bem essas duas coisas. Mas eu não faço isso pela minha forma de trabalhar. Estou sempre pensando. Ou de forma objetiva - geralmente na agência - ou de forma subjetiva quando estou em casa ou fazendo outra coisa. Ao mesmo tempo, tenho a convicção que é preciso desligar para ligar. Ou seja, você tem que esquecer as coisas que deve resolver para que consiga resolvê-las melhor.
Quando se fala em criação, existe um perfil destes profissionais o qual as agências busquem?
Respondido na questão sobre a relação com as pessoas ao meu redor.
Você acabou de ganhar um prêmio no Festival de Publicidade de Gramado, certo?
Sim, foi com a campanha ‘Bactérias’, criada para a Tramontina. Ela foi criada para as facas profissionais com cabo anti-bacteriano. Como é um briefing muito específico para um público restrito, pensamos em algo que fosse de rápida compreensão. A imagem de bactéria todo mundo conhece. Mas colocamos uma pequena subversão nas peças para ganhar impacto e tradução do conceito de que nessas facas só tem comida. Os prêmios foram Galo de Prata em Gramado e ganhou publicação na ed. 4/09 da Revista Archive. Veja as peças:


Como enxerga o futuro das áreas de criação dentro das agências.
Conteúdo, comportamento de consumo e criação de tempo. Essas três palavras são meus mantras nos últimos tempos. Nada de novo. Muita gente vem falando destas coisas. Por isso mesmo acredito muito. O Brasil tem a sorte/azar de ter um delay com relação ao resto do mundo. E em comunicação não é diferente. Devagarinho o que vemos na Europa vai se concretizando por aqui. Exemplos disso são os desvios enorme de verbas de mídias 1.0 para 2.0, criação de produtos por criativos, geração de ideias maiores do que simples campanhas.
Cite uma campanha que marcou a sua carreira.
Olha, sei que vai soar meio pedante. Mas acho que essa campanha ainda está para acontecer. Já participei de alguns grandes projetos que me orgulham, mas não que possa dizer que marcou minha trajetória.
Tem algum hobbie?
Não. Nem sabia que publicitário tinha isso. (risos) Assisto muitos documentários sobre qualquer assunto. Este gênero me atrai muito. Assisto todos os jogos de futebol que passam na TV. Além disso, estou sempre consumindo música, social media e o universo de games.
Não é novidade: a concorrência é acirrada entre profissionais da publicidade. Como você reage a isto? Sua carreira é guiada por quais fatores?
Fatores que guiam a carreira? Difícil essa. Uma boa dose de Estoicismo, crença na meritocracia e fé nos projetos - não me refiro a religião.
Para finalizar, deixe os internautas com alguns produtos culturais que consome.
A maioria das referências que vejo, publico aqui: twitter.com/mouroliv.
Tags: Criação da DCS, Desvendando Anúncios, Desvendando anúncios: manipulação de imagem e estilo na direção de arte, Escola de Criação, Festival de Publicidade de Gramado, maurício oliveira
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Celebrando a moda
Escrito por Luiza Piffero on 27/03/2009 – 20:30 -A dupla de criadores da DCS, Maurício Oliveira e Eduardo Boldrini, estréia em abril no time de professores do Curso de Criação. Antecipando a entrevista que eles vão conceder ao blog, publico aqui o trabalho que ocupou a cabeça dos dois nos últimos tempos. No anúncio para as Lojas Pompéia, um grupo de 20 dançarinos faz coreografias ao som da música Celebration do grupo americano Kool & The Gang. É a primeira campanha da DCS para a empresa e as peças já estão espalhadas pela televisão, jornais e cidade.
Em parceria com a DCS, a Mazah vai realizar uma ação – ainda secreta – nas ruas de Porto Alegre.
Tags: celebration, Curso de Criação, dcs, eduardo boldrini, escola de criação espm, kool and the gang, maurício oliveira, mazah, pompéia
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