Marcas para serem ouvidas

Escrito por Rafael Terra on 05/08/2009 – 12:14 -

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Existem diferentes meios de consolidar uma marca através dos sentidos. Um deles - e ainda pouco explorados - é pela audição. E é isto que pretende aprofundar o curso Contrução de Marcas Através do Som, com início em outubro.

O curso é destinado ao povo criativo que pretende explorar a capacidade de emitir sons corretamente aos ouvidos do consumidor, estimulando outros sentidos, consolidando a identidade e reforçando a comunicação de uma marca. Além disto, os alunos terão a oportunidade de fazer uma reunião de briefing com um cliente real, buscando referências e criando maneiras diferenciadas para o desenvolvimento do job.

Como toda atividade da Escola de Criação, não faltão feras da publicidade envolvidas. Uma delas é o Paulo Dytz, sócio e diretor de criação da produtora LADOB.

Saiba mais sobre o curso Contrução de Marcas Através do Som aqui


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A internet à seu dispor

Escrito por Luiza Piffero on 30/07/2009 – 21:30 -

Web 2.0 ou web 3.0. Não importa como você a chama, o certo é que hoje a era da informação está sendo substituída pela era da participação. Agora o poder está pulverizado nas mãos de quem tem um computador à disposição, para produzir e disponibilizar conteúdo como bem entender. O vídeo abaixo ilustra como os estudantes (ou internet boomers) enxergam este cenário mundial. É apenas uma das belas dicas que o professor da Escola de Criação Gil Giardelli disponibiliza em seu blog, Humanidade 4.0

Giardelli fala em seu blog que o maior risco hoje é não correr riscos. Para ele, a internet é o maior acontecimento desde a Revolução Industrial e guarda em si o poder de melhorar o mundo. “Fica evidente que a economia industrial rasgou nosso tecido social, criando algo fétido com um sentimento de vazio coletivo e milhares de deprimidos, obesos e anoréxicos? Você tem alguma dúvida de que a tecnologia pode nós salvar?”, questiona Gil.

Durante o mês de outubro, Giardelli vai ministrar Ações Inovadoras em Comunicação Digital, um dos novos cursos da Escola de Criação. A proposta é estimular a inovação digital e o empreendedorismo, mostrar como a tecnologia é importante na construção de novos negócios. As aulas são projetadas para profissionais de Marketing, Publicidade, Jornalismo, Relações Públicas, Criação, empreendedores e profissionais de atendimento, TI, Planejamento e empresários. As inscrições já estão abertas. Saiba mais no site, pelo telefone (51) 3218-1300 ou via email: centralinfo-rs@espm.br

É muito fácil conhecer melhor as idéias de Gil Giardelli:

Site acadêmico: 
www.gilgiardelli.com.br

blog: 
gilgiardelli.wordpress.com

Twitter:
twitter.com/gilgiardelli

Youtube:
youtube.com/gilgiardelli

Flickr:
flickr.com/gilgiardelli



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Um mergulho na fotografia de arquitetura

Escrito por Luiza Piffero on 16/07/2009 – 20:28 -

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A Fundação Iberê Carmargo, projeto de Álvaro Siza, pelas lentes de Leopoldo Plentz

Boa parte do estudo da arquitetura é viabilizado pelas fotografias. Por trás das imagens utilizadas em publicações da área estão profissionais com um conhecimento super especializado. “Se não fosse a fotografia, nós não conheceríamos metade das coisas que existem, seria impossível ver um prédio que está do outro lado do mundo; a sua função é documentar”, comenta o professor Leopoldo Plentz. Foi para falar sobre essas especificidades da profissão e dar um panorama da fotografia de arquitetura que ele ministrou uma masterclass para os alunos do Curso Avançado de Fotografia Digital no último final de semana.

“Diferente do estúdio, onde tu tens o domínio da situação, na foto de arquitetura tu tens que escolher o melhor horário e a situação de luz ideal para enfatizar um prédio”, explica Plentz. Por isso, ele falou aos alunos sobre luz, tempo, perspectiva e imagem técnica, entre outros tópicos pertinentes. Além de tudo, estudar arquitetura e ter gosto pelo tema é essencial. “Eu acho que o bom fotógrafo é aquele que entende do assunto que ele fotografa. Não posso me meter a fotografar medicina porque não entendo nada do corpo humano…”

Difícil encontrar alguém melhor que o próprio Plentz para discorrer sobre este campo. Amante das construções, ele coordenou o Gabinete de Fotografia da Faculdade de Arquitetura da UFRGS entre 1980 e 1990 e trabalhou com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), entre outros. “Essa é a área que me interessa, que me move”, confirma o professor, que pelo caminho conquistou inúmeros prêmios como o primeiro lugar em Fotografia de Arquitetura do Concurso Nacional 500 Anos, promovido pelo CONFEA. Para conhecer seu trabalho não se precisa ir longe, agora mesmo ele está participando de um painel fotográfico exposto na Casa Cor – aberta para visitação até 11 de agosto.

Pesquise:

Se você tem interesse no assunto, fique de olho no experiente Cristiano Mascaro. “É um dos grandes fotógrafos que eu conheço”, indica Plentz. Mascaro é arquiteto de formação, reside atualmente em São Paulo e tem vários livros publicados. O site do autor não tem muita coisa, mas clicando aqui você encontra uma ótima galeria do seu trabalho.

Fora do Brasil, a autoridade no assunto é o fotógrafo e editor da revista Global Architecture, Yukio Futugawa. “Para mim esse é o cara. Além de ser editor, ele corre o mundo fazendo isso”, aponta Plentz, que inclusive acredita ter visto Futugawa mirando a lente da sua câmera grande formato para a sede da Fundação Iberê Camargo, projetada por Álvaro Siza. A publicação Global Architecture também fica como dica. “É a melhor não só pela qualidade fotográfica, mas também pelas obras que ela mostra”, garante o fotógrafo.


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Viral Nokia: fale somente com títulos de músicas

Escrito por Rafael Terra on 24/06/2009 – 16:24 -

Um desafio para você: comece a falar somente com títulos de músicas. Pois este é o mote do viral que a Nokia acaba de lançar.

O vídeo - criado para divulgar o modelo Nokia 5800 - leva o internauta a acessar o site: www.nokia.com/playmusic. Lá você encontra mais informações do produto e uma promoção exclusiva. Esta consiste em você montar seu playlist para transmitir uma mensagem, como no viral. Entre tantos virais, este realmente apresenta algo criativo.

Assista ao vídeo com o protagonista Matt T:


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Um trabalho para inflamar torcidas

Escrito por Rafael Terra on 01/06/2009 – 11:06 -

Mais uma vez, o espaço Comente o meu trabalho é ocupado por um catarinense. Apesar disto, a marca em questão é bem gaúcha. O redator Daniel Forgiarini enviou um anúncio criado para divulgar a chuteira licenciada do Inter, da Linha Tronic Clubes, na Revista do Inter.

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O anúncio fez parte de uma série que foi criada para diversos clubes, pois a Tronic possui licenciamento de mais de 20 times brasileiros. Desta forma, há liberdade para falar com cada torcida, utilizando aspectos específicos de cada uma. Aliás, os anúncios ainda estão sendo veiculados exclusivamente na revista de cada time.

- No caso do Inter, como a rivalidade entre as torcidas é muito grande, buscamos explorar isto para chamar a atenção do torcedor. Por isso, utilizei para a chamada um dos maiores orgulhos - e motivos para zoar os gremistas - dos colorados: o fato do Inter nunca ter sido rebaixado, ao contrário do Grêmio - conta Forgiarini.

O Daniel é mais um dos alunos do Curso de Criação que viaja de Santa Catarina rumo a Porto Alegre a cada fim de semana. Para finalizar, um desafio: queremos também conhecer o trabalho do pessoal do planejamento, vídeo e foto.


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Do Sul para os blogs do mundo

Escrito por Luiza Piffero on 28/05/2009 – 18:34 -

Navegando pelos blogs de publicidade estrangeiros não é raro encontrar peças de gente aqui do Sul em destaque. Assim que me deparei com os belos anúncios da DCS, que tem tudo a ver com a Escola de Criação. São fotografados pelo professor do Curso Avançado de Foto Digital Cláudio Meneghetti, a direção de arte é assinada pelo professor do Curso de Criação Mauricio Oliveira, em dupla com Vinicius Turani, e o redator é o professor do Curso de Criação Eduardo Boldrini.

As peças gráficas divulgam uma nova linha de facas anti-bactericidas da Tramontina. Nas fotos, pepinos e cenouras dispostos como bactérias sob a lente de um microscópio. A legenda diz “Somente comida. Facas profissionais com proteção anti-bactérias”.

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Vale lembrar outro trabalho recente também fotografado por Meneghetti e criado por Oliveira em parceria com a redatora Claudia Mainardi:

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“Uma faca perfeita para um mundo imperfeito”.


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Plentz indicado ao Açorianos

Escrito por Luiza Piffero on 08/05/2009 – 15:42 -

Esta noite acontece a entrega do III Prêmio Açorianos de Artes Plásticas e a Escola de Criação estará lá representada pelo professor Leopoldo Plentz, do Curso Avançado de Fotografia Digital. O seu longo currículo foi composto ao longo de mais de três décadas dedicadas olhando por trás das lentes. A cerimônia começa às 20h, no Teatro Renascença (Av. Érico Verissimo, 307) e o professor está indicado nas categorias de Destaque em Fotografia e Melhor Exposição Individual, ambas pela mostra “Coisas Inúteis”, realizada no segundo semestre de 2008 na Galeria Bolsa de Arte.

Neste mês, você pode conferir o trabalho de Leopoldo na exposição coletiva “Museus Franceses”, em cartaz no Café do Margs até 31 de maio. Ao lado dos renomados colegas Cacalos Garrastazu, Fernando Bueno e Luis Carlos Felizardo, o professor da ESPM revisita imagens dos Museus do Louvre, D’Orsay, Picasso, Georges Pompidou e Cluny entre 1991 e 2007. “Eu morei na França, então o César (Prestes, diretor do Margs) sabia que eu tinha este material  e propôs uma mostra com base nele e no de outros que visitaram o país”, comenta Plentz.

Centre Georges Pompidou, Paris, 2001

Leopoldo Plentz: Centre Georges Pompidou, Paris, 2001


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O que aconteceu com Danny?

Escrito por Rafael Terra on 28/04/2009 – 11:52 -

Para divulgar os serviços da Israel Lottery - sistema de loteria de Israel que funciona similarmente ao nosso - a agência Grey Tel-Aviv desenvolveu um vídeo bem interessante que conta a história do funcionário de um escritório chamado Danny. Profissional exemplar e amigo de todos, um dia ele desaparece. O que aconteceu com Danny?


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Filmes, champagne e muita emoção

Escrito por Luiza Piffero on 27/04/2009 – 20:37 -

O último sábado foi um dia histórico para a Escola de Criação. Após um ano e meio de aulas, a primeira turma do Curso Avançado de Produção Audiovisual Publicitária teve direito a uma bela formatura no átrio do Santander Cultural. Em vestidos e ternos alinhados, alunos, familiares, amigos e professores aproveitaram o coquetel para confraternizar e se despedir do convívio diário. “Todo mundo está se formando num curso inédito no RS e nós somos a primeira turma, isso nos deixa com muito orgulho! Só que também dá uma tristeza porque a turma é maravilhosa, super especial, tem gente de Santa Catarina, Paraná, interior do RS”, resume Rogério Rodrigues, formando que trabalhou na peça para a ONG “Cataventus” e estagiário do núcleo de Áudio e Vídeo da ESPM.

Para Carlos Dassi, 24 anos, supervisor de marketing de uma rede de supermercados em Toledo, no Paraná, é o fim das jornadas de 14hs entre a cidade onde mora e Porto Alegre. “Eu chegava aqui sábado de manhã para o curso e voltava à noite. Eram 28 horas de viagem no total, mas valeu muito a pena”, lembra o criativo que fez a produção do vídeo para a ONG Via Vida ao lado da colega Francine Azevedo. “O que nos deixou mais feliz foi o fato de estarmos sempre interagindo com profissionais do mercado, tanto da ESPM como de fora”, relata Francine.

A professora Anny Baggiotto fez as honras da cerimônia

A professora Anny Baggiotto fez as honras da cerimônia

Como diretora da Escola de Criação, idealizadora e coordenadora do Curso, a professora Anny  Baggiotto recebeu uma bela homenagem dos alunos e professores. Emocionada, ela chamou os professores ao palco para que entregassem os certificados aos criativos nos intervalos da projeção dos trabalhos finais. Os nove filmes arrancaram palmas entusiasmadas da platéia e muitos elogios do diretor da ESPM, o professor Sérgio Checchia, que anda aproveitando suas reuniões em Porto Alegre e São Paulo para exibir, com orgulho, as peças publicitárias. “Eu confesso que chorei na primeira vez em que vi estes vídeos. Aí convoquei uma coletiva de imprensa e os jornalistas choraram também!”, compartilhou Checchia.

A ONG “Duas mãos, quatro patas” foi a preferida pelos alunos, que conseguiram filmar quatro peças publicitárias completamente diferentes para este cliente. Já a ONG Maria Mulher ganhou um filme impactante e a “Amigos da Terra” foi pauta de dois trabalhos. Em um deles, Fernanda Canani descobriu sua preferência pela área da produção ao juntar no estúdio mais de 40 mil peças de lego. “Foi aí que eu me achei, que eu vi que era isso q eu queria fazer. A gente teve que entrar em contato com o pessoal da Lego pra conseguir montar uma cidade inteira”, conta Fernanda, 22 anos, e funcionária da TGD filmes.

Alunos e professores se reuniram para a foto de despedida do curso

Alunos e professores se reuniram para a foto de despedida do curso

Aos alunos que ainda não estão no mercado, um recado do professor Robson Langhammer: “Podem ligar para mim que eu assino embaixo, parabéns para vocês e parabéns para a ESPM”.


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O medo como inspiração

Escrito por Luiza Piffero on 25/04/2009 – 17:15 -

Para o publicitário Ricardo Soletti, há 14 anos criando sem parar no mercado, não há nada mais inspirador num trabalho do que o medo de não resolvê-lo. O blog da Escola de Criação da ESPM aproveita uma ocasião muito especial para extrair o máximo da experiência do redator em uma conversa sobre carreira, mercado, o dia-a-dia na agência e, claro, as aulas na ESPM. Soletti, como é chamado por todos, acaba de assumir a Direção de Criação da área de Desenvolvimento da Agência Escala.

Para a sala de aula da Escola de Criação, no entanto, ele leva a experiência da criação em dupla ao lado Diego Wortaman no atendimento das Lojas Colombo - unidade onde trabalhou todo o ano passado. Os dois reproduzem essa parceria nas aulas de Redação I e Direção de Arte I numa inovação que só a Escola tem: classes lecionadas por dois professores.

Ricardo Soltetti numa tarde de trabalho na Agência Escala

Ricardo Soltetti numa tarde de trabalho na Agência Escala

Um pouco mais sobre Soletti: antes da Escala, trabalhou nas agências Quality, SLM, Matriz e Upper. Além de ter Grand Prix, ouro, prata e bronze nos principais festivais de propaganda do mercado gaúcho e nacional, foi Redator do Ano de 2003 no Salão Gráfico Promocional, Redator do Ano no Prêmio Colunistas 2007, Profissional do Ano no Prêmio Colunistas 2007 e Redator do Ano no Salão da Propaganda 2007.

Sem mais delongas, aproveite a entrevista:

Então, primeiro vamos falar da grande novidade, que é a tua mudança de cargo na Escala. Por favor fale sobre a mudança, os desafios da nova função e a tua expectativa.

Vamos lá: é a primeira vez que a agência destaca uma pessoa da criação para pensar 24h por dia na marca Escala e sua visibilidade no mercado, bem como em prospecções que resultem em novos e importantes clientes para a agência. 

E tu vais parar de criar?

Pelo contrário. Vou criar cada vez mais. Tanto para prospecções, concorrências, quanto para a Escala e para nossos clientes, com o objetivo de criar peças de impacto e relevância que dêem visibilidade para a agência, o que, por si só, já é uma bela ferramenta de prospecção.

Tu pareces bem satisfeito. O que tu vais ter que aprender pra atuar nesse posto?

Vou ter que deixar de ser apenas um criativo pra ser  um criativo de negócios. Vou ter que deixar de ler apenas a Archive pra ler a Exame também. Hoje em dia, os clientes não procuram mais uma agência de propaganda. Eles querem um parceiro de negócios, que entenda seu negócio e o faça crescer. Vou ter que aprimorar este lado business se quiser me dar bem.

Que ótimo. E tu já estás envolvido com algum projeto nessa linha?

Já estamos trabalhando a todo vapor. 

Dá pra contar um pouco do que está sendo feito?

ahahahaha… Nem pensar. Um dos segredos desta área é justamente o segredo!

Neste semestre tu vais começar a dar aulas de Redação I e Direção de Arte I, em dupla com o Diego Wortaman. Tu podes falar mais sobre a dinâmica dessas aulas?

Esta é a primeira vez que daremos esta aula juntos. No ano passado, eu fiz minha estréia na vida acadêmica dando a cadeira de Criação II. Agora, nesta cadeira, a Escola de Criação vai proporcionar uma coisa nova e muito legal para os alunos: a aula em duplas. Bem como se trabalha em uma agência de propaganda. Eu sou redator e o Diego é diretor de arte. Levaremos para a aula muito do que acontece no dia-a-dia de uma grande agência, como o processo de brain, o trabalho em dupla e a convivência, que muitas vezes, supera o tempo em que estamos com a nossa família. Além, claro, de falarmos especificamente sobre as características e o trabalho de um redator e de um diretor de arte. O pessoal que fizer esta cadeira pode ir se preparando porque o bicho vai pegar.

Diego Wortaman e Ricardo Soletti em pleno processo de criação em dupla

Diego Wortaman e Ricardo Soletti em pleno processo de criação em dupla

Vocês dois são profissionais super premiados. Qual a importância dos prêmios para vocês e o que muda após conquistar tantos?

Sem demagogia, prêmio não é tudo na vida. É o reconhecimento de um trabalho e algo que vai sempre servir como estímulo pra que a gente possa dar o máximo em cada trabalho, em cada peça. O que muda com a conquista de prêmios é a tua responsabilidade, que aumenta muito. Porque tu passa a ser, de alguma forma, um exemplo para o pessoal que tá começando, para os teus colegas e para o próprio mercado.

Tu tens tempo livre? Se sim, o que gosta de fazer com ele?

Olha, eu tenho uma filha de 8 meses e uma esposa há 8 anos que me consomem, pra minha alegria, o pouco do tempo que eu tenho. Quando sobra um pouquinho a mais desse tempo, eu gosto de correr na rua, cuidar do meu aquário e sempre assistir aos jogos do Internacional, a segunda paixão que eu tenho na vida, depois da Tanara e da Maria Clara.

Como foi a tua entrada no mercado de publicidade?

Foi quase que por acaso. Na época, fevereiro de 1994, eu namorava a irmã da escritora e publicitária Paula Taitelbaum. Mas trabalhava no consultório dentário do meu pai. Aí, a Paula me conseguiu um estágio na Quality, agência em que ela trabalhava na época. Daí comecei a estagiar e ganhei uma máquina de escrever, que era um luxo para um redator iniciante.

Com o passar dos anos fica cada vez mais difícil se destacar ou o peso da experiência deixa tudo mais fácil?

O peso da experiência não deixa tudo mais fácil porque, conforme aumenta tua experiência a tua responsabilidade e capacidade para desempenhar outras funções, aumenta igualmente. Então, na verdade, a gente nunca está com a experiência necessária porque estamos sempre fazendo algo diferente. É como um jogo de playstation: tu vai passando as fases e, a cada nova fase, tudo é diferente e tu tem que se adaptar o mais rápido possível pra não rolar o indesejado “Game Over”. Se tu conseguir dar conta do recado, automaticamente tu estará se destacando. Uma coisa depende muito da outra.

A publicidade segue a tendência do surgimento constante de profissões inéditas dentro da área? Cargos criados para lidar com novas tecnologias, por exemplo… Se esta for a realidade, os alunos devem se preparar agora para profissões que talvez nem existam ainda. O que isso significa na hora de aprender?

Hoje em dia, o publicitário que pensar em propaganda e só lhe vier à cabeça o rádio, a TV e o jornal, tá perdido e mal pago. Literalmente. Não sei se a tendência é criar novos cargos em função das novidades ou se é buscar no mercado profissionais que já tenham em seu DNA as novas tendências e a disposição para assimilarem as muitas que ainda virão por aí. Por isso, os alunos têm que estar antenados pra tudo. Hoje, qualquer coisa, qualquer mesmo, pode se transformar em um ponto de contato entre marcas e consumidores.

O que inspira o teu trabalho?

Geralmente é o medo de não conseguir resolvê-lo. Fora isso, uma das coisas mais inspiradoras que existe para qualquer criador é a rua e tudo o que acontece nela e que fará com que o consumidor se identifique. As pessoas normais que vão ver a sua peça não estão na Archive. Estão na rua, pegando ônibus, comprando churros, encarando fila, etc.

É comum ter brancos na hora de criar? Como tu lidas com este problema e com os prazos curtos para desenvolver campanhas?

É mais do que comum. E o cara que tá lendo isso agora e não consegue conviver com os brancos ou acha que depois de um tempo de experiência estes brancos somem, sugiro que repense sua escolha. Isso é muito normal e eu até acho que faz parte do processo de criação. A primeira coisa que eu fiz pra conviver bem com isso foi me conscientizar de que eu não trabalho num atelier e nem sou artista que trabalha quando a inspiração aparece. O teu chefe e o teu cliente não querem saber se tu tá “inspirado” ou não. Te concentra o máximo possível que as coisas começam a surgir. Aí tu relaxa e tudo fica melhor. Como eu disse numa resposta anterior, não tem nada mais inspirador num trabalho do que o medo de não resolvê-lo.


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