Arquivo de April, 2009
O processo criativo, por Woody Allen
Escrito por Luiza Piffero on 30/04/2009 – 20:51 -Quem melhor para falar sobre criatividade do que um dos mais prolíficos diretores de Hollywood? “Conversar com Woody Allen”, de Eric Lax, é composto por mais de 500 páginas em que o cineasta passa os 36 anos de carreira pela peneira. O livro é indicação de Patrick Matzenbacher, redator da agência DCS e professor do curso Click! Planning. “A gente não pode ficar bitolado e se ater somente aos livros técnicos de publicidade”, opina Matzenbacher, um criativo por profissão que inclusive já passou aqui pelo blog. Segundo ele, “o livro é legal porque mostra como o processo criativo é angustiante e constante”.
Os capítulos estão organizados em ordem cronológica a partir de 1971, o ano em que o jornalista Eric Lax entrevistou um comediante novato de Nova Iorque. Nos próximos 36 anos, Lax e Allen se encontrariam muitas outras vezes para entrevistas que ficavam cada vez mais profundas. Ele descreve seus métodos de trabalho, desde o surgimento da idéia para a trama até a realização da trilha sonora, passando pela elaboração de roteiros, a montagem, a direção, etc. O autor não deixa de lado as musas que marcaram a vida e a obra de Allen como Diane Keaton, Mia Farrow, Dianne West e Scarlett Johansson, muito menos as grandes influências: Bob Hope, os Irmãos Marx e Ingmar Bergman.

Conversas com Woody Allen, de Eric Lax
Cosac & Naify, 2008
Tags: Click! Planning, conversas com woody allen, cosac naify, dicas de livro, Patrick Matzenbacher, publicidade
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Estudo revela que 60% dos usuários largam Twitter depois de um mês
Escrito por Rafael Terra on 30/04/2009 – 12:39 -Não é novidade: o Twitter é um sucesso. Contudo, uma pesquisa realizada pelo instituto Nielsen Online coloca em dúvida a manutenção a longo prazo do site. De acordo com o estudo, mais de 60% dos usuários param de usar o serviço um mês após aderir a ele.
- O Twitter tem obtido um bom desempenho nos últimos meses, mas não será capaz de sustentar seu crescimento meteórico sem estabelecer um alto nível de fidelidade por parte dos usuários - diz David Martin, vice-presidente de pesquisas da Nielsen em reportagem da Folha Online.
De acordo com o instituto, quando o Facebook e o MySpace eram sites emergentes em popularidade, o índice de retenção era o dobro do alcançado pelo Twitter e hoje esta taxa está em torno de 70% para esses sites. Entretanto, Martin ressalva que o serviço já melhorou um pouco nesse quesito - o índice já foi de 30%.
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Nus em Londres
Escrito por Luiza Piffero on 29/04/2009 – 18:59 -O que fazer para conseguir a atenção de todo mundo? Tirar a roupa, claro. Funciona em protestos ecológicos e até em Madri já vi um bando de ciclistas pedalando nus para convencer a prefeitura que a cidade precisa de uma rede de ciclovias digna. Bom, falei tudo isso para introduzir a nova ação de guerrilha que pintou em vários lugares de grande movimento em Londres. Dezenas de pessoas vestiram um macacão cor de pele e saíram pelas ruas como se estivessem usando somente cachecóis. A reação dos ingleses ao redor é muito boa.
Há pouco foi revelado via twitter que as ações faziam parte da campanha de divulgação do Peugeot 308cc e o seu novo mecanismo de aquecimento localizado na nuca do passageiro. Em teoria, você não precisaria fechar a janela do automóvel para se manter aquecido, nem mesmo usar roupas! Como tudo hoje em dia, a campanha está pulverizada por mil redes na internet, além do site NudeinScarf, tem flickr, canal no YouTube, facebook e twitter. Esse vídeo abaixo é uma compilação dos “melhores momentos”, mas tem muitos outros organizados por temas como 10 melhores coisas para se fazer pelado em Londres.
Tags: ação de guerrilha, Airwave Neck Heating, cachecóis, londres, nudeinscarf, nus, peaugeot 308cc, Redes Sociais
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Você saiu bem na foto?
Escrito por Rafael Terra on 29/04/2009 – 10:59 -
Como vocês conferiram no post Filmes, champagne e muita emoção - a primeira turma do Curso Avançado de Produção Audiovisual Publicitária teve direito a uma bela formatura no último sábado. E, não faltaram cliques registrando estes momentos. Alguns deles podem ser vistos neste hotsite.
O site não tem a possibilidade de comentários. Então, fique à vontade para elogiar aquele seu amigo que caprichou na beca - não acredito que escrevi isto - aqui mesmo.
Tags: Blog da Escola de Criação, Blog da Escola de Criação ESPM, Blog da ESPM, Curso de Audiovisual Publicitária, Curso de Produção Audiovisual, Curso de Produção Audiovisual ESPM, Curso de vídeo publicitário, Formatura do Curso de Produção Audiovisual, Hotsite do Curso de Produção, Vídeo publicitário
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A Discovery no seu blog
Escrito por Luiza Piffero on 28/04/2009 – 19:16 -Ontem eu vi o comercial na televisão, cheio de efeitos especiais bacanas. Mas o mais legal da campanha de lançamento do Supercâmera - o novo programa da Discovery Channel - é mesmo a sacada dos banners. O canal criou um site interativo e estes banners divertidos (especialmente para quem está sem muito o que fazer) para você colocá-los no seu blog ou orkut.
Com estréia marcada para esta terça, 28 de abril, às 22h30, o mote da série é reduzir a velocidade de algumas ações e situações corriqueiras e outras nem tanto para fazer a gente entender (e se fascinar!) com elas. Para isso, os cientistas/apresentadores vão abusar de técnicas de fotografia em alta velocidade e tecnologias de ponta. O blog não perdeu tempo para clicar no “embed”:
Tags: banners, campanha de lançamento, cientistas, discovery channel, fotografia em alta velocidade, super-camera
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O que aconteceu com Danny?
Escrito por Rafael Terra on 28/04/2009 – 11:52 -Para divulgar os serviços da Israel Lottery - sistema de loteria de Israel que funciona similarmente ao nosso - a agência Grey Tel-Aviv desenvolveu um vídeo bem interessante que conta a história do funcionário de um escritório chamado Danny. Profissional exemplar e amigo de todos, um dia ele desaparece. O que aconteceu com Danny?
Tags: agência Grey Tel-Aviv, Curso de vídeo publiciário, Curso de vídeo publicitário ESPM, Escola de Criação, escola de criação espm, Israel Lottery, O que aconteceu com Danny?, Propaganda criativa, Vídeo criativo, Vídeo sobre ganhador da loteria
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Filmes, champagne e muita emoção
Escrito por Luiza Piffero on 27/04/2009 – 20:37 -O último sábado foi um dia histórico para a Escola de Criação. Após um ano e meio de aulas, a primeira turma do Curso Avançado de Produção Audiovisual Publicitária teve direito a uma bela formatura no átrio do Santander Cultural. Em vestidos e ternos alinhados, alunos, familiares, amigos e professores aproveitaram o coquetel para confraternizar e se despedir do convívio diário. “Todo mundo está se formando num curso inédito no RS e nós somos a primeira turma, isso nos deixa com muito orgulho! Só que também dá uma tristeza porque a turma é maravilhosa, super especial, tem gente de Santa Catarina, Paraná, interior do RS”, resume Rogério Rodrigues, formando que trabalhou na peça para a ONG “Cataventus” e estagiário do núcleo de Áudio e Vídeo da ESPM.
Para Carlos Dassi, 24 anos, supervisor de marketing de uma rede de supermercados em Toledo, no Paraná, é o fim das jornadas de 14hs entre a cidade onde mora e Porto Alegre. “Eu chegava aqui sábado de manhã para o curso e voltava à noite. Eram 28 horas de viagem no total, mas valeu muito a pena”, lembra o criativo que fez a produção do vídeo para a ONG Via Vida ao lado da colega Francine Azevedo. “O que nos deixou mais feliz foi o fato de estarmos sempre interagindo com profissionais do mercado, tanto da ESPM como de fora”, relata Francine.

A professora Anny Baggiotto fez as honras da cerimônia
Como diretora da Escola de Criação, idealizadora e coordenadora do Curso, a professora Anny Baggiotto recebeu uma bela homenagem dos alunos e professores. Emocionada, ela chamou os professores ao palco para que entregassem os certificados aos criativos nos intervalos da projeção dos trabalhos finais. Os nove filmes arrancaram palmas entusiasmadas da platéia e muitos elogios do diretor da ESPM, o professor Sérgio Checchia, que anda aproveitando suas reuniões em Porto Alegre e São Paulo para exibir, com orgulho, as peças publicitárias. “Eu confesso que chorei na primeira vez em que vi estes vídeos. Aí convoquei uma coletiva de imprensa e os jornalistas choraram também!”, compartilhou Checchia.
A ONG “Duas mãos, quatro patas” foi a preferida pelos alunos, que conseguiram filmar quatro peças publicitárias completamente diferentes para este cliente. Já a ONG Maria Mulher ganhou um filme impactante e a “Amigos da Terra” foi pauta de dois trabalhos. Em um deles, Fernanda Canani descobriu sua preferência pela área da produção ao juntar no estúdio mais de 40 mil peças de lego. “Foi aí que eu me achei, que eu vi que era isso q eu queria fazer. A gente teve que entrar em contato com o pessoal da Lego pra conseguir montar uma cidade inteira”, conta Fernanda, 22 anos, e funcionária da TGD filmes.

Alunos e professores se reuniram para a foto de despedida do curso
Aos alunos que ainda não estão no mercado, um recado do professor Robson Langhammer: “Podem ligar para mim que eu assino embaixo, parabéns para vocês e parabéns para a ESPM”.
Tags: amigos da terra, anny baggioto, cataventus, Curso Avançado de Produção Audiovisual, duas mãos, escola de criação espm, formatura, lego, maria mulher, ongs, quatro patas, via vida, Vídeos publicitários
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Guilherme Possobon e o seu foco na vida
Escrito por Rafael Terra on 27/04/2009 – 11:30 -O publicitário Guilherme Possobon, 26 anos, é um cara com foco na vida. Gosta de realizar uma tarefa de cada vez e bem feita. No momento, o seu objetivo é conquistar uma carreira bem sucedida dentro da Escala – onde é assistente de arte. Depois disto, dará forma a outros sonhos. Ele é mais um dos criativos que passou pela Escola de Criação. Aliás, lá recebeu dois prêmios.

Como surgiu a sua história com a publicidade?
Foi ao parar para pensar em vestibular. Tinha dúvidas entre arquitetura ou propaganda. Como desde pequeno sempre gostei de ilustração e filmes, a propaganda pareceu a melhor opção.
Você frequentou a Escola de Criação no ano passado. O que mudou depois do curso?
O curso além de abrir a minha cabeça para criação, abriu as portas para entrar na Escala - que era um sonho antigo e por diversas vezes não havia conseguido. Lá aprendi que a criação é maior do que um texto e uma imagem. É a busca por uma idéia forte que seja capaz de marcar o consumidor e fazê-lo acreditar no que estamos dizendo. Eu busquei o curso por sentir falta de orientação de verdade na universidade - que não é a ESPM -, e realmente o curso ofereceu isto.
Que lembranças tem do curso?
São muitas. Cada sábado era especial e muito divertido. E quanto mais se aproximava do final, mais fechada estava a galera, pois só ficava quem realmente estava afim. Mas um momento muito legal pra mim foi a formatura. Por mais que fosse uma coisa pequena, pra nós que estávamos ali - depois de um ano indo todo sábado para as aulas, acordando cedo e dando o seu melhor - era uma vitória. E conquistar o prêmio “Melhor Painel” e “Melhor Diretor de Arte”, me deram uma satisfação grande, pois tinha gente muito boa ali e realmente me dediquei muito para isto.
Como é a sua rotina?
É ir para a agência - procuro chegar sempre cedo pra ver umas referências e novidades antes de começar -, fazer meus jobs sempre tentando o melhor possível. Ocupo boa parte ou as vezes todo o meu tempo de almoço procurando mais referências ou tentando criar novas idéias para um determinado job. Como em agência não tem hora pra sair, tento sempre chegar em casa a noite e ainda assistir um filme ou um seriado antes de dormir, para arejar um pouco a cabeça. Normalmente tem algum free pra fazer e ajudar no orçamento, então uso esse tempo a noite pra isso também.
Você esta trabalhando em que projetos no momento?
Trabalho como assistente do Marcelo Vaccari. Fazemos principalmente as campanhas de Zero Hora e Grendhene.
Envelheça uns 20 anos e diga o que pretende estar fazendo neste tempo.
Pretendo ser reconhecido pelo meu trabalho e poder repassar o que aprendi para quem estiver começando. Pois sei que é muito difícil começar nessa profissão e quero poder retribuir o que algumas pessoas fazem ou fizeram por mim.
Lembra o que pensava quando era guri?
Sempre gostei muito de jogar bola e de desenhar. Apesar disto, sempre procurava ir bem na escola. Mas não tinha um objetivo mais longe, ao menos não me lembro.

O que gosta de fazer nas horas vagas?
Gasto quase todo meu tempo livre em filmes e seriados. Gosto de ir no cinema com minha noiva ou mesmo ver em casa, com uma boa pipoca. Além de ir ou assistir os jogos do Inter, que, como um bom colorado, são sagrados.
Você tem blog pessoal?
Tenho meu portfolio em: guilhermepossobon.carbonmade.com
Quais são suas influências no mundo da publicidade?
São várias. Sou muito fã dos trabalhos do Marcelo Serpa e do Eugênio Mohallem. Mas também tem algumas pessoas que trabalhei ou estou trabalhando e que realmente admiro e são referências pra mim, como: Alessandro Jacoby, Marcelo Vaccari, Regis Montagna, Eduardo Axelrud, Marco Pedroso e Edu Harthmann.
Esta lendo algum livro. Qual?
Estou lendo Cidade do Sol. Na verdade é para um trabalho de aula, mas estou achando bem interessante.
Qual o último filme que assistiu? Gostou?
Frost Nixon. Gostei bastante. Ótimo filme.
Indique um vídeo do YouTube que você gosta.
Gosto muito deste stop motion que ví esses dias
Tags: Assistente de arte, Blog da Escola de Criação ESPM, Blog da publicidade, Blog sobre criação, Blog sobre publicidade, Curso de Criação, Curso de Criação da ESPM, Curso de Criação ESPM, Entrevista com assistente de arte, Escala, Escola de Criação, Guilherme Possobon
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O medo como inspiração
Escrito por Luiza Piffero on 25/04/2009 – 17:15 -Para o publicitário Ricardo Soletti, há 14 anos criando sem parar no mercado, não há nada mais inspirador num trabalho do que o medo de não resolvê-lo. O blog da Escola de Criação da ESPM aproveita uma ocasião muito especial para extrair o máximo da experiência do redator em uma conversa sobre carreira, mercado, o dia-a-dia na agência e, claro, as aulas na ESPM. Soletti, como é chamado por todos, acaba de assumir a Direção de Criação da área de Desenvolvimento da Agência Escala.
Para a sala de aula da Escola de Criação, no entanto, ele leva a experiência da criação em dupla ao lado Diego Wortaman no atendimento das Lojas Colombo - unidade onde trabalhou todo o ano passado. Os dois reproduzem essa parceria nas aulas de Redação I e Direção de Arte I numa inovação que só a Escola tem: classes lecionadas por dois professores.

Ricardo Soltetti numa tarde de trabalho na Agência Escala
Um pouco mais sobre Soletti: antes da Escala, trabalhou nas agências Quality, SLM, Matriz e Upper. Além de ter Grand Prix, ouro, prata e bronze nos principais festivais de propaganda do mercado gaúcho e nacional, foi Redator do Ano de 2003 no Salão Gráfico Promocional, Redator do Ano no Prêmio Colunistas 2007, Profissional do Ano no Prêmio Colunistas 2007 e Redator do Ano no Salão da Propaganda 2007.
Sem mais delongas, aproveite a entrevista:
Então, primeiro vamos falar da grande novidade, que é a tua mudança de cargo na Escala. Por favor fale sobre a mudança, os desafios da nova função e a tua expectativa.
Vamos lá: é a primeira vez que a agência destaca uma pessoa da criação para pensar 24h por dia na marca Escala e sua visibilidade no mercado, bem como em prospecções que resultem em novos e importantes clientes para a agência.
E tu vais parar de criar?
Pelo contrário. Vou criar cada vez mais. Tanto para prospecções, concorrências, quanto para a Escala e para nossos clientes, com o objetivo de criar peças de impacto e relevância que dêem visibilidade para a agência, o que, por si só, já é uma bela ferramenta de prospecção.
Tu pareces bem satisfeito. O que tu vais ter que aprender pra atuar nesse posto?
Vou ter que deixar de ser apenas um criativo pra ser um criativo de negócios. Vou ter que deixar de ler apenas a Archive pra ler a Exame também. Hoje em dia, os clientes não procuram mais uma agência de propaganda. Eles querem um parceiro de negócios, que entenda seu negócio e o faça crescer. Vou ter que aprimorar este lado business se quiser me dar bem.
Que ótimo. E tu já estás envolvido com algum projeto nessa linha?
Já estamos trabalhando a todo vapor.
Dá pra contar um pouco do que está sendo feito?
ahahahaha… Nem pensar. Um dos segredos desta área é justamente o segredo!
Neste semestre tu vais começar a dar aulas de Redação I e Direção de Arte I, em dupla com o Diego Wortaman. Tu podes falar mais sobre a dinâmica dessas aulas?
Esta é a primeira vez que daremos esta aula juntos. No ano passado, eu fiz minha estréia na vida acadêmica dando a cadeira de Criação II. Agora, nesta cadeira, a Escola de Criação vai proporcionar uma coisa nova e muito legal para os alunos: a aula em duplas. Bem como se trabalha em uma agência de propaganda. Eu sou redator e o Diego é diretor de arte. Levaremos para a aula muito do que acontece no dia-a-dia de uma grande agência, como o processo de brain, o trabalho em dupla e a convivência, que muitas vezes, supera o tempo em que estamos com a nossa família. Além, claro, de falarmos especificamente sobre as características e o trabalho de um redator e de um diretor de arte. O pessoal que fizer esta cadeira pode ir se preparando porque o bicho vai pegar.

Diego Wortaman e Ricardo Soletti em pleno processo de criação em dupla
Vocês dois são profissionais super premiados. Qual a importância dos prêmios para vocês e o que muda após conquistar tantos?
Sem demagogia, prêmio não é tudo na vida. É o reconhecimento de um trabalho e algo que vai sempre servir como estímulo pra que a gente possa dar o máximo em cada trabalho, em cada peça. O que muda com a conquista de prêmios é a tua responsabilidade, que aumenta muito. Porque tu passa a ser, de alguma forma, um exemplo para o pessoal que tá começando, para os teus colegas e para o próprio mercado.
Tu tens tempo livre? Se sim, o que gosta de fazer com ele?
Olha, eu tenho uma filha de 8 meses e uma esposa há 8 anos que me consomem, pra minha alegria, o pouco do tempo que eu tenho. Quando sobra um pouquinho a mais desse tempo, eu gosto de correr na rua, cuidar do meu aquário e sempre assistir aos jogos do Internacional, a segunda paixão que eu tenho na vida, depois da Tanara e da Maria Clara.
Como foi a tua entrada no mercado de publicidade?
Foi quase que por acaso. Na época, fevereiro de 1994, eu namorava a irmã da escritora e publicitária Paula Taitelbaum. Mas trabalhava no consultório dentário do meu pai. Aí, a Paula me conseguiu um estágio na Quality, agência em que ela trabalhava na época. Daí comecei a estagiar e ganhei uma máquina de escrever, que era um luxo para um redator iniciante.
Com o passar dos anos fica cada vez mais difícil se destacar ou o peso da experiência deixa tudo mais fácil?
O peso da experiência não deixa tudo mais fácil porque, conforme aumenta tua experiência a tua responsabilidade e capacidade para desempenhar outras funções, aumenta igualmente. Então, na verdade, a gente nunca está com a experiência necessária porque estamos sempre fazendo algo diferente. É como um jogo de playstation: tu vai passando as fases e, a cada nova fase, tudo é diferente e tu tem que se adaptar o mais rápido possível pra não rolar o indesejado “Game Over”. Se tu conseguir dar conta do recado, automaticamente tu estará se destacando. Uma coisa depende muito da outra.
A publicidade segue a tendência do surgimento constante de profissões inéditas dentro da área? Cargos criados para lidar com novas tecnologias, por exemplo… Se esta for a realidade, os alunos devem se preparar agora para profissões que talvez nem existam ainda. O que isso significa na hora de aprender?
Hoje em dia, o publicitário que pensar em propaganda e só lhe vier à cabeça o rádio, a TV e o jornal, tá perdido e mal pago. Literalmente. Não sei se a tendência é criar novos cargos em função das novidades ou se é buscar no mercado profissionais que já tenham em seu DNA as novas tendências e a disposição para assimilarem as muitas que ainda virão por aí. Por isso, os alunos têm que estar antenados pra tudo. Hoje, qualquer coisa, qualquer mesmo, pode se transformar em um ponto de contato entre marcas e consumidores.
O que inspira o teu trabalho?
Geralmente é o medo de não conseguir resolvê-lo. Fora isso, uma das coisas mais inspiradoras que existe para qualquer criador é a rua e tudo o que acontece nela e que fará com que o consumidor se identifique. As pessoas normais que vão ver a sua peça não estão na Archive. Estão na rua, pegando ônibus, comprando churros, encarando fila, etc.
É comum ter brancos na hora de criar? Como tu lidas com este problema e com os prazos curtos para desenvolver campanhas?
É mais do que comum. E o cara que tá lendo isso agora e não consegue conviver com os brancos ou acha que depois de um tempo de experiência estes brancos somem, sugiro que repense sua escolha. Isso é muito normal e eu até acho que faz parte do processo de criação. A primeira coisa que eu fiz pra conviver bem com isso foi me conscientizar de que eu não trabalho num atelier e nem sou artista que trabalha quando a inspiração aparece. O teu chefe e o teu cliente não querem saber se tu tá “inspirado” ou não. Te concentra o máximo possível que as coisas começam a surgir. Aí tu relaxa e tudo fica melhor. Como eu disse numa resposta anterior, não tem nada mais inspirador num trabalho do que o medo de não resolvê-lo.
Tags: agência escala, diego wortaman, escola de criação espm, inspiração, lojas colombo, mercado publicitário, redação I, ricardo soletti
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O que você faria se ganhasse R$30mil?
Escrito por Luiza Piffero on 23/04/2009 – 15:59 -Volta e meia, uma ação bacana aparece aqui no estado. Um dos elementos mais usados para provocar o público é o mistério. O que tem na caixa azul? O que é Tribeca? Está chegando o Dia A! O mais que conhecido teaser, quando bem aplicado, funciona como ninguém. Ainda mais hoje, com a popularização das redes sociais e a possibilidade de desenvolver uma estratégia diferenciada de diálogo com o público. Hoje, um teaser bem feito ecoa forte em fóruns de discussão, sites de relacionamento como o Orkut e se espalha em alta velocidade pelos verdadeiros corredores de informação que são os instant messengers.
E para provar essa teoria, nada melhor do que a prática. Ontem pela manhã, o twitter da Escola de Criação foi seguido por um novo perfil: Lista de Desejos. Como manda a boa etiqueta 2.0, entramos para conferir do que se tratava. Ainda em fase inicial, o twitter pergunta: O que você faria se ganhasse R$30mil reais? As atualizações mostram palpites dados no site www.minhalistadedesejos.com.br. No site, vi que dá para montar listas conforme o perfil do internauta: clássica, fashion, esportista, etc. Ainda sem explicar muito, o site indica que haverá uma promo envolvendo essas listas e um iPod Touch. É esperar para ver.

Quem está por trás da ação ainda é uma incógnita. Para quem conhece comunicação, a proximidade com o Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o varejo, é um importante indício. Meu palpite é uma rede de lojas ou um shopping Center…
Confiram o twitter do projeto: www.twitter.com/listadedesejos

Tags: ação, minhalistadesejos.com.br, mistério, O que você faria se ganhasse R$30mil?, orkut, publicidade, twitter, wishlist
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